A mudança de paradigma da lei por Jesus e os apóstolos

Jesus não questionou a lei, no entanto, ele trouxe outro paradigma, ou seja, uma visão mais moral e intencional, do que meros escritos e regimentos. Ele jamais iria questionar algo que ele mesmo instituiu, mas quis ir além do que propôs na aliança anterior, ou seja, dar ênfase no benefício das aplicações contextuais, as quais são: a justiça, a misericórdia e fidelidade, onde ele mesmo disse que deviam considerar estas coisas sem omitir as outras.

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé, deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.

:: Mateus 23:23

Nem Paulo, nem Jesus e nenhum outro apóstolo aboliu a lei no sentido moral e intencional, pelo contrário, eles a fizeram viva para todos os homens.

O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata e o espírito vivifica.

:: 2 Coríntios 3:6

E um fato considerável, foi o da extensão do reino de Deus não só para judeus, mas também para gregos (1 Co 1:24), e num contexto geral, para os gentios, que se deu pela rejeição dos seus (João 1:11).

É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios?

Também dos gentios, certamente, visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

:: Romanos 3:29-31

No entanto, Paulo aqui afirma a não anulação da lei (Rm 3:31), mas a deixa como aplicação prática e moral de dentro para fora, e não de fora para dentro do coração do homem.

Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisão não será reputada como circuncisão? E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará porventura a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei?

Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne, mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus._

:: Romanos 2:26-29

Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei, e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.

:: Hebreus 8:10

Em Gálatas 3:10, Paulo ressalta a condição de maldição por parte da lei, e nesse caso é quando alguém julga que sua sua fé é pela lei, o que era típico das escolas rabínicas da época, os quais observavam a lei, impondo um jugo bem pesado ao povo.

Paulo pouco falava aos judeus em suas cartas, mas o seu ministério abrangeu todo o mundo conhecido da época, e apresentava o evangelho da praticidade, da justiça, e dos benefícios que essa lei favorecia.

Tudo que os apóstolos quiseram empregar, foi portanto a aplicação do amor, e a partir de um novo mandamento, ou uma re-significação da palavra que foi antes recebida, e esta agora que vem anunciar o fim das trevas, ou seja, a lei do amor.

Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes. Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós, porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina.

Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas. E o que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo.

:: 1 João 2:7-10

#Medite

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_Wandry Moura, Caruaru-PE

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