Adoração exige coração – Parte 1

Saindo ele de Jericó, segui-o uma grande multidão. Dois cegos estavam assentados à beira do caminho, e quando Jesus passava, clamaram: SENHOR, FILHO DE DAVI, TEM MISERICORDIA DE NÓS! A multidão os repreendia para que calassem, mas eles clamavam cada vez mais alto: SENHOR, FILHO DE DAVI, TEM MISERICÓRDIA DE NÓS! Jesus Parou, chamou-os e lhes perguntou: QUE QUEREIS QUE VOS FAÇA? Responderam-lhe: SENHOR, QUE OS NOSSOS OLHOS SE ABRAM! Movido de compaixão, Jesus tocou-lhes os olhos. Imediatamente recuperaram a vista, e o seguiram.

Mateus 20: 29 a 34

Esta é uma das passagens bíblicas mais estudadas e analisadas que conheço. Mateus não relata em sua pequena descrição histórica, o porque do povo, e dos discípulos não quererem a aproximação daqueles cegos de Jesus, mas é fácil imaginar. Desejavam protege-lo.

Jesus se encontrava em uma missão muito importante e crucial em sua vida. Tinha dito dias antes da importância de ir para Jerusalém, e que o Filho do Homem iria estabelecer Seu reino a partir daquela cidade. O futuro de Israel estaria em jogo dentro de instantes, a tão sonhada resposta de anos de orações e súplicas feitas por toda Israel estava próxima, o Rei de Israel estava caminhando para sua entrada triunfal na cidade sagrada, o Filho de Deus estava cumprindo àquilo que veio fazer entre nós, estava prestes a salvar toda a “nação”. Portanto, não teria tempo para dois indigentes cegos à beira do caminho.

Além disso, dê uma boa olhada para eles. Estão sujos, espalhafatosos, desprezíveis, mal cheirosos e principalmente inconvenientes. Posso até ouvir algum dos discípulos que acompanhavam aquela caravana dizer: “Será que não têm boas maneiras? Não têm dignidade? Para conseguir falar com Ele, vocês devem proceder da forma correta. Falem com Tiago, que falará com João, que por sua vez falará com Pedro, que decidirá se valerá à pena levar suas petições até o Mestre”. Certamente essas duas pessoas não merecem a atenção do Mestre, não são limpos, cultos, e bons o suficiente para um encontro com o criador do universo.

Muitas vezes, pensamos que Deus está atarefado demais para dar atenção aos humildes ou até formal demais para tratar de assuntos mínimos, de pessoas tão insignificantes quanto os cegos na beira de nossos caminhos. É difícil acreditar nisso? Mas infelizmente essa é a realidade em muitos de nossos ministérios musicais.

Isso acontece, quando dedicamos mais tempo em discussões sobre estilos musicais do que sobre a necessidade de adoração das pessoas. Acontece, quando nos ocupamos mais com controvérsias tolas e não com as verdades sublimes descritas na palavra. Torna-se realidade, quando nossos mais “ilustres músicos”, que são mais conhecidos por sua posição diante de certos assuntos, do que por sua confiança e amor em Deus.

Acontece hoje, da mesma forma como aconteceu naquela época, porque aos nossos olhos, que achamos estar próximos de Cristo, os cegos e imundos deste mundo, que para muitos de nós não passam de roqueiros, pagodeiros ou outros grupos, e que não tem nenhum direito de aborrecer ao pastor de nossa igreja com seus problemas.

Esse tempo “perdido” com essas pessoas desprezíveis, pode ser melhor utilizado com pessoas que consideramos boas e decentes em nossa congregação.

Continua…

Créditos:
Irmão Jesuíno
Projeto Ágape
Vila Mariana-SP
(Texto extraído da Internet)

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